Enquanto os candidatos dos patrões defendem o reforço do policiamento que mata a juventude negra nas favelas, ou discutem como reprimir melhor os usuários de drogas na Cracolândia – como Russomanno –, ou propõem modelos de tratamento como as mal chamadas Comunidades Terapêuticas, baseados em dogmas religiosos e que frequentemente são protagonistas de abusos e maus tratos, além de financiarem as empresas religiosas milionários e destruírem o princípio da laicidade do Estado, nós somos a voz que diz que é necessário acabar com a guerra às drogas que só serve para enriquecer os grandes traficantes e a própria polícia e as milícias enquanto a juventude é morta.

 

Por isso defendemos:

Legalização das drogas, para que cada um tenha direito a sua própria consciência e corpo.

Educação para que cada um possa usar com responsabilidade as substâncias que queira – seja lá café, álcool, calmantes ou maconha – com o ensino para jovens e adolescentes dos efeitos e consequências do consumo de substâncias psicoativas. Por orientação psicológica e atendimento nas escolas.

Ampliação do atendimento a usuários e dependentes de drogas, com a criação de CAPS-AD (Centro de Atenção Psicossocial – Álcool e Drogas) em todas as regiões. Contra o retorno progressivo dos modelos manicomiais/asilares e os tratamentos invasivos de grande potencial iatrogênico como as Eletro-Convulso Terapias (ECT). Contra a hipermedicalização que é a contra cara da falta de atendimento psicossocial universal e de qualidade. Pela formação de comissões independentes com especialistas na área de saúde mental, junto a usuários dos serviços e familiares para determinar modelos e protocolos de atendimento, investimentos necessários e medidas de apoio psicossocial a serem implementadas.

Pelo retorno dos Consultórios na Rua para o atendimento de usuários e dependentes. Estabelecimento de serviços de psicoterapia gratuitos e individuais nas regiões. Ampla oferta de tratamento de redução de danos para usuários de drogas com alto índice de letalidade e danos à saúde, como o crack. Criação de centros de acolhida com programas emprego e educacionais para dependentes.

Contra a dependência física e psíquica das drogas, é necessário oferecer lazer, saúde, educação, transporte. Contra a violência, é preciso emprego, moradia, condições dignas de vida e povoar os bairros e periferias. A repressão é a outra face da moeda da exclusão e exploração de nossa sociedade.

Contra a guerra às drogas que assassina a juventude, pelo direito à nossa consciência