Este ano o estado de São Paulo teve um recorde no déficit habitacional, que saltou para 1,8 milhão. Na cidade, o déficit habitacional é de aproximadamente 474 mil casas. Estima-se que em São Paulo existam 391 mil domicílios em espaços precários ou insalubres (favelas e cortiços), o que soma mais de 2 milhões de pessoas - ou 11% da população nessa situação. A população de rua também cresceu 53% nos últimos 4 anos e chega ao redor de 25 mil pessoas na capital (e este número não contabiliza os barracos de madeira). Enquanto isso, de acordo com dados do IBGE do ano passado, São Paulo tem 290 mil imóveis vagos, o que frente à crise deste ano pode ser ainda maior.

Devemos lutar pela expropriação dos imóveis desocupados e sua destinação imediata para moradia popular, o que zeraria o déficit habitacional. Os domicílios desocupados estão a serviço da especulação imobiliária, muitos deles, como os grandes prédios na região central da cidade, devem milhões de reais em IPTU. Pela expropriação dos terrenos ocupados por movimentos de moradia e ocupações, destinando esse terreno aos seus ocupantes. Pela nacionalização do solo urbano. Pela criação de empréstimos a taxa zero subsidiados pelo Estado para a compra de materiais de construção ou financiamento de moradias.

A taxação incisiva das mansões como as de João Dória, governador do PSDB, que é proprietário de uma casa de mais de 7 mil metros quadrados e vale mais de R$ 50 milhões (sem contar as outras quatro casas em sua declaração de bens), poderia gerar renda para criar planos de obras públicas sob controle dos trabalhadores para construção de moradias populares, além de combater problemas como as enchentes, e gerariam emprego.

Para garantir moradia aos que hoje se encontram endividados por conta dos altíssimos aluguéis, defendemos uma lei de anistia aos inquilinos e o controle dos preços dos aluguéis. Garantia do estabelecimento de serviços públicos nos bairros periféricos e urbanização das favelas, com a criação de hospitais, creches, escolas, estabelecimento de serviços de eletricidade, água e esgoto, gás encanado, etc. Criação de um plano de obras públicas contra as enchentes para acabar com a tragédia anunciada de cada ano na época das chuvas.

Por uma reforma urbana radical