Junto ao programa de emergência frente a Covid-19 precisamos defender um programa mais profundo para a situação da saúde em São Paulo. A maioria dos hospitais, UBS, CAPS e outras unidades de saúde, hoje estão nas mãos das fundações privadas por meio das concessões às Organizações Sociais de Saúde (OSS), que são empresas privadas que lucram através de uma gestão da verba e da saúde públicas que diminui leitos, reduz o número de profissionais, precarizando as condições de trabalho e o atendimento.

Impedir o avanço das OSS junto aos trabalhadores da saúde que enfrentam a reforma administrativa de Covas, como nos Hospitais Municipais do Campo Limpo e Ermelino Matarazzo. Colocar a administração de todo o sistema municipal de saúde sob a responsabilidade da prefeitura, sob controle direto dos trabalhadores e usuários, efetivando todos os atuais trabalhadores das OSS com direitos e salário iguais aos dos servidores municipais.

É de amplo conhecimento os desvios de verba pública da saúde realizados pelas OSS em conluio com políticos. Frente a isso, é preciso abrir o caixa de todas as OSS, confiscar os bens de todos os envolvidos. Diante do desvio de R$2,5 bilhões da verba da saúde da prefeitura de São Paulo feito pela OSS Iabas em conluio com o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, confisco de seus bem e devolução imediata de tal valor e que os trabalhadores da saúde definam sua utilização.

Defender o SUS e recolocar no centro a prevenção. Abertura de concurso para contratação de trabalhadores de saúde de acordo com a demanda. Taxar os lucros de todas as empresas privadas de saúde, como planos de saúde, hospitais privados, laboratórios, grandes redes farmacêuticas etc., para poder destinar essa verba diretamente para a melhoria do sistema público. Hospitais privados municipais devem ser estatizados e passar a atender gratuitamente, para garantir a saúde como direito e não mercadoria.

Contra o desmonte e a privatização, saúde de qualidade para todos